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5 de maio de 2020 

Hoje sonhei que corria pela cidade e que toda a gente se ria, se abraçava, se beijava e desfrutava da companhia dos outros. Ninguém tinha máscaras nem luvas, nem algo do género, mas lembro-me perfeitamente de que toda a gente sorria de orelha a orelha.

Nesta tragédia que subitamente desabou sobre nós, todos sem exceção se sentem remexidos por dentro quanto ao seu “estar na vida”, pondo seguramente em questão  muitas das razões convencionais, e sobretudo pelo respeito pelas questões de saúde pública, ambientais e económicas e da nossa possível harmonização com toda a comunidade envolvente.

Quando se trata de situações dramáticas, de autêntico flagelo humano como é o caso deste avassalador Coronavírus em contínua evolução, a precariedade dos nossos comentários pode ser inibidor. Todas as vezes em que acabamos de registar a informação que nos é disponibilizada, a vai logo desmentir ou fazer envelhecer.

Ao longo da história, o homem tem sido assolado por pragas e epidemias que provocam profundas alterações na sua forma de viver, de pensar e de relacionar. Mas tudo indica que, depois do susto passar, ele retome gradualmente o modo de vida anterior. Seguem-se alguns dos maiores sustos que bactérias e vírus lhe provocaram.

 

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