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  • 1959
Surgiu como um boletim, o Presença, em 1959, coordenado por Hirondino da Paixão Fernandes, conforme testemunho do próprio.Presença apareceu …Presença, nº 1(Maio de 1959)

"A actual responsável pela orientação do Outra Presença (jornal de hoje, da Escola Secundária Abade de Baçal, de Bragança), a prezada Colega Drª Luísa Fernandes Diz Lopes, quis ter a amabilidade de nos convidar a dizer duas palavras sobre a génese do Presença (jornal de ontem, da Escola Industrial e Comercial, predecessora daquela, obviamente também de Bragança), de que fomos Editor (e etc.).
Não é em nada a melhor altura de o fazermos, por absolutíssima falta de tempo e mais razões que, no fundo, de tal falta decorrem, mas, obrigados, mais que não seja moralmente, a corresponder a tão generoso quanto lisonjeiro convite (é reconfortante voltar a Bragança, nós que nunca de Bragança saímos!), sempre diremos que o Presença apareceu … (quase) como os lírios, (quase) de geração espontânea. 
Dissemos, e mantemos (quase) de geração espontânea, se bem que, no fundo, ele tivesse resultado de um facto deveras consabido e, por tal, longamente pensado — o de que só se aprende, verdadeiramente, aquilo de que se tem … qualquer tipo de necessidade. Tudo o mais pode entrar pela cabeça dentro, mas num ápice se esvai porque … não chegou ao coração. 
Ora, se tal princípio é válido para as mais disciplinas, muito mais o é para a de Português, que requer uma atitude verdadeiramente febril na procura de desvios da ‘norma’, quer no domínio da fala quer no da escrita — caso normalíssimo em alunos da idade dos intervenientes na feitura do Presença. 
Onde e como, então, encontrar tais desvios, cuja correcção está, obviamente, na base de voos mais altos ?…

    Presença (Junho, 1962)

O jornal, enquanto realização, pensávamos (e continuamos pensando), é um dos grandes caminhos para o efeito, sabido o entusiasmo que a sua aparição suscita na aula. E por isso para ele nos voltámos — “pelo sonho”, como diria Sebastião da Gama:

Haja ou não haja frutos,
Pelo sonho é que vamos.

Editar, porém, um jornal, mesmo pobre como o de que falamos — que os de parede, manuscritos, não são para gente assim já algo … crescida e os electrónicos estavam no segredo dos deuses —, não era (como não é) tarefa nada fácil, sobretudo há 50 anos. 

     Presença (dezembro, 1964)
Razões múltiplas, que não vêm ao caso, e razões financeiras, sempre um quebra-cabeças, não faltavam: o Senhor Director até nos atendeu … lindamente, como, aliás, era seu timbre, ver carta na edição de Março de 1965 deste mesmo Presença — autorizava tudo, sim senhor, que o jornal … ‘levasse’ o nome da Escola (e não apenas o das nossas turmas), assumia, em consequência, a sua direcção, simplesmente (e isso é que ele omitiu na citada carta, mas temos de o apontar nós em abono da verdade) não se responsabilizava por um tostão que fosse com vista à sua publicação !!!

     Presença (Junho, 1967)

Estremecemos, por instantes — os alunos não tinham vintém (mesmo que tivessem …) e nós, na altura pobre professor provisório (há quase 50 anos!) …, afinávamos por igual diapasão. 
Estremecemos, como é de calcular. 
Mas breve, porém, refeitos, gritámos, com o Poeta acima citado: “Vamos”. 
E o primeiro número saiu. 
E cremos que o segundo. 
E ambos se venderam — suficientemente para que o mesmo Senhor Director nos libertasse do fardo da publicação logo a partir do número três (ou dois ?), chamando a si (= Escola) a dita responsabilidade. 
 E nós a respirar de alívio …

Parece-nos que se publicaram mais um ou dois (quando muito) números sob a nossa orientação já que, logo a seguir, fomos(/viemos) para o estágio, para Coimbra (1962-1964). 
Presença continuou, no entanto, presente, com outro formato, não nos cumpre dizer se visando os mesmos ou outros fins. O que podemos afirmar é que, volvidos os dois anos de estágio, Presença voltou (1965), por razões práticas, ao formato antigo, e se transformou em boletim.

Presença - revista, nº1 (dezembro, 1967)

Inicialmente projectado para levar vida e cor às nossas aulas de Português, como se deu a entender, Presença era agora, com orientador específico e horário específico também, um arauto de toda a Escola (de que havíamos passado a ser director) e respectivo Centro de Actividades Circum-Escolares, razões para que, na sua última série, terceiro formato, com activa colaboração de vários professores, se tornasse um “magnífico Boletim”, no dizer, por exemplo, do “boletim do Centro Especial de Cinema destinado aos dirigentes dos núcleos de Cinema dos Centros de Actividades Circum-Escolares” da Mocidade Portuguesa (Lisboa, 1970).

Tantos anos volvidos, não se põe, pelo menos agora, cremos, o problema de saber se, “editor” e “jornalistas”, chegámos, como diria o referido Sebastião da Gama. Mas não é imodéstia declarar que, ainda no dizer do mesmo, fomos, tanto quanto era possível ser-se — no começo da vida e naquele contexto (que se impõe conhecer para, com imparcialidade, poder avaliar). E tudo porque — como é grato e honroso poder afirmá-lo! — os/as jovens que iniciaram Presença (é a génese que se nos diz para evocarmos) eram/foram (/infelizmente já nem todos/todas são … deste mundo)  o exemplo acabado da alegria de viver, do amor ao trabalho, da sã camaradagem (que o jornal ajudava a cimentar) …

Na esperança de que, na forma de vida depois por cada qual escolhida e independentemente dos frutos havidos, todos/todas continuem sendo, permita-se-nos que os/as recordemos a todos/todas com a mais viva saudade, a todos/todas enviando um grande abraço (se algum/alguma nos ler, onde quer que se encontre!) da maior admiração, estima, respeito. Que a Sorte a todos/todas tenha bafejado.  E que as Parcas só tarde se lembrem, ou jamais se lembrem (se fosse possível!…) de nenhum deles/nenhuma delas.

Após o 25 de Abril (1974) o Presença foi substituído por Outra Presença — evocação que acaba por ser significativa, cremos, da presença que o Presença soube marcar. 
Conhecemos deste Outra Presença um ou dois números já bastante antigos e quatro recentes (2001-2002). Do que nos é dado concluir da sua leitura, e não só, Outra Presença, sinceramente cremos, pode e sabe fazer(/já faz) jus à velha presença do Presença (referimo-nos, naturalmente, à última série, com trabalhos citados por professores catedráticos) e tornar-se(/já se tornou) seu digno continuador. Mais, pode e sabe, quem o duvida?, marcar uma presença maior. 
Assim ele queira. 
Assim ele queira ser a Outra Presença. 
Uma Outra Presença maior. 
Do coração o desejamos."

Coimbra, Março de 2003

Hirondino da Paixão Fernandes (Fundador do Jornal Presença)  

  •  1989

Em 1989, ressurge com um nome que homenageia o primogénito, Outra Presença, e é coordenado por Fernando Calado, Manuel Ferro, Alice Bravo e Mário Antão.Outra Presença, nº1 (dezembro, 1989)

  • 1993

 A partir de Dezembro de 1993, é coordenado por Esmeralda Pires, Luísa Fernandes e Paula Romão. Com novo logótipo e um tom bem-humorado, continua a pretender dar voz à comunidade escolar.Outra Presença (II série), dezembro de 1993

  •  1995

A coordenação é agora assegurada por um grupo de sete professores, unidos na vontade de incrementar na escola um jornalismo activo: Adília Araújo, Alice Bravo, Esmeralda Gonçalves, Luísa Lopes, Manuel Pires, Olinda Oliveira, Paula Romão.

  • 2001

 Dezembro de 2001 é o ano do “crescimento”... O Outra Presença sente-se adulto... surge em formato A3, com novo logótipo, da autoria de João Ortega e uma nova dinâmica. O apoio informático é assegurado por Rui Garcia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   Outra Presença, nº 26(Dezembro de 2001)

  •  2003

Em Novembro de 2003, o Outra Presença recebe o 2º prémio na 13ª edição do Concurso de Jornais Escolares, referente às publicações do ano lectivo anterior (Dez.2001, Março e Maio 2002).

Outra Presença, nº 29(Maio, 2002)

A Presença de Todos Nós

por Joana GomesComo é ou, pelo menos, deveria ser do conhecimento de todos nós, alunos da talentosa E.S.A.B., este jornal foi premiado com o segundo lugar do Concurso Nacional de Jornais Escolares do ano lectivo 2002/03, facto este que foi, é e será motivo de orgulho para todos nós, que nos empenhámos, escrevemos, investigámos, entrevistámos, discordámos, brincámos ou pensámos apenas e permitimos a subia do Outra Presença ao tão desejado pódio.Para os menos informados e para aqueles que gostam de saber sempre mais, o Concurso Nacional de Jornais Escolares, iniciativa lançada pelo jornal Público, realiza-se desde há mais de uma dezena de anos e pretende, como o Dr. José Manuel Fernandes (director do Público) referiu, “estimular o aparecimento de publicações escolares e o aperfeiçoamento das já existentes”. Cada ano o Concurso tem um tema específico, tendo sido o tema do passado ano lectivo “Jornal: Que futuro?”. O Outra Presença respondeu positivamente ao desafio e os membros constituintes do clube de jornalismo da E.S.A.B., a respectiva dinamizadora, Dr. Luísa Lopes, e mais três professoras do grupo de Português, em representação de todos aqueles que contribuíram para a elaboração do O.P., deslocaram-se, no passado dia 24 de Novembro, (dia comemorativo da cultura científica) à Fundação de Serralves, no Porto, para participar na cerimónia da entrega dos prémios do referido Concurso.Antes de se iniciar a cerimónia, já em Serralves, pudemos, prazenteiramente, ver a capa de uma das edições do O.P. e alguns textos do mesmo, afixados numa vitrina junto a outros jornais premiados.Sessão de entrega de prémios, em Serralves

A cerimónia começou pelos discursos de personalidades como Dr. José Manuel Fernandes, Dr. Isabel Alçada, Dr. Teresa Calçada, um representante da Caminho e uma representante do projecto Ciência Viva, que nos brindaram com as suas opiniões relativamente ao futuro dos jornais (“Não importa em que suporte lemos, mas a qualidade do que lemos”- Teresa calçada) e nos felicitaram pelo nosso trabalho.

Foram breves, mas precisos, relativamente àquilo que queriam transmitir, pelo que esta cerimónia se tornou num momento muito leve, agradável e de muita alegria e satisfação. Seguiu-se a entrega dos prémios pelos respectivos escalões e a emoção cresceu no momento da nossa subida ao palco, para erguer o nome do Outra Presença bem alto, pela voz do José Luís que discursou em nome de todos nós, como nenhum dos outros jornais premiados havia feito. Impressionámos! ( Ver caixa)

A ocasião serviu ainda para lançar a edição deste ano lectivo 2003/04 do Concurso, cujo tema é a defesa e preservação do património natural e cultural.Como a cerimónia terminou bastante antes do que tínhamos previsto e o nosso regresso a Bragança só estava previsto para algumas horas depois, o nosso espírito jornalístico encaminhou-nos para locais onde ocorreram factos merecedores de notícia. O Outra Presença estava, portanto, presente quando, em pleno autocarro da STCP, uma cidadã nortenha quase agrediu o motorista e o acusou de uma “possíbel catástrofe no autocarro, que ficábamos todos doentes como sárdinhas enlatadas”, pois, verdade seja dita o veículo ia bastante lotado.

O O.P. presenciou uma comovente cena de camaradagem entre um camarada mais velho da Invicta e o jovem camarada Zé Luís, quando o primeiro sussurrou com um gesto cúmplice: “Jovem, não tenha vergonha de ser comunista” (confesso que me tentei  assumir da imensa família do F.C.P. pois, certamente, uma multidão teria um gesto semelhante comigo, mas tive medo de ser sufocada).O Outra Presença voou alto, desta vez, mas há ainda uma imensidão de céu e trabalho pela frente se queremos que o nosso Jornal seja cada vez melhor e que possa ser muitas mais vezes premiado segundo o lema do Público na Escola, “premiar hoje o jornalismo de amanhã”.

 Texto publicado no jornal Outra Presença, Dezembro de 2003

Discurso

“Boa tarde!
É com muito orgulho que, em nome da equipa que elabora o Outra Presença, o Clube de Jornalismo e de toda a comunidade escolar da ESAB , agradeço ao Público por esta louvável iniciativa, iniciativa que nos permitiu ver reconhecido o nosso trabalho na produção do nosso/vosso jornal, e que promove nas escolas o jornalismo, a comunicação e a participação cívica de todos.
Vemos assim reconhecido o trabalho de vários anos, (nos quais participo há seis) mas que há cerca de 13 é orientado pela professora Luísa Lopes. A ela o nosso muito obrigado pela dedicação e empenho e muitas noites mal dormidas em frente Ao ecrã do computador!
A história do Outra Presença reporta-nos para os anos 50, no tempo da Mocidade Portuguesa, em que se iniciou a edição do Presença, o Jornal da então Escola Comercial e Industrial de Bragança.  O Presença desapareceu com a revolução (bem como as suas ideologias, conteúdo e formato) tendo reaparecido nos anos 80 sob a forma de Outra Presença, o Jornal da Escola Secundária Abade de Baçal (então chamada da sé). Outra Presença nos acontecimentos escolares e regionais, outra presença na forma de encarar a actualidade e aquilo que de facto é (ou devia ser) noticia. Desde então o Outra Presença não parou de acompanhar os tempos, evolui no conteúdo, no grafismo, nos valores e nos objectivos, cresceu, até mesmo no papel passando em 2001 do A4 para o actual formato A3.
Orgulhosamente gostamos de dizer que o Outra Presença não é um mero jornal escolar, mas uma publicação trimestral local, que reflecte o meio onde se insere e que é acolhido por esse mesmo contexto social. É uma forma de levar a escola lá para fora e aquilo que se passa lá fora para dentro da escola. O OP é isento, é plural e constitui assim um espaço de livre expressão para todos os elementos da comunidade escolar.
Este prémio é também daqueles que ontem como hoje colaboram e lêem o OP, entre eles professores e alunos da ESAB.  São eles que fazem do OP um bom jornal.
Em nome de tudo isto que o OP representa, o nosso muito obrigado por aquilo que julgamos ser uma excelente classificação para uma publicação do interior, com limitações humanas e financeiras mas sempre com vontade de fazer mais e melhor. Este prémio servirá precisamente para isso: será um incentivo para crescer, para hoje, amanhã e sempre fazer do OP um jornal cada vez melhor!
Obrigado!”José Luís Gonçalves

(Discurso proferido aquando da entrega dos prémios na Fundação de Serralves, no Porto)

  •  2003

Em Dezembro de 2003, o Outra presença renova-se. Com logótipo de Rui Garcia e uma imagem mais apelativa procura ir ao encontro das vontades e dos gostos do seu público.

Outra Presença (Dezembro de 2003)

“Se há aspectos positivos decorrentes do reconhecimento público, um deles é, sem dúvida, o estímulo para fazer mais e melhor. Por isso, o primeiro Outra Presença deste ano lectivo abre-se num sorriso, revigorado com o crescimento do Clube de Jornalismo e com a vontade dos seus membros, que o ajudaram a renascer em cada ano.

É novo o fôlego que conduz a este primeiro número deste ano lectivo, como se pode ver da primeira à última página. É novo o rosto e o grafismo interior. É velha a sua História, mas jovem a sua alma. Este é o senhor Outra Presença rejuvenescido. Toca-se, folheia-se e vê-se.

Espelho de reflexão dos alunos que o escolhem como veículo, testemunha das actividades que fazem da escola um ser vivo, reflexo de criatividade e de humor, o Outra Presença é também um meio de ligação entre a escola e a comunidade envolvente, interage com os seus agentes e informa, contribuindo para a formação de todos pelos quais existe. É este o espírito OP.”Editorial - Dezembro, 2003

 Clube de Jornalismo (2003-2004)

  •  2007

Outra Presença na autoestrada da informação

Design da primeira versão do OP online

A versão on-line do jornal escolar Outra Presença foi apresentada no dia 9 de Fevereiro à comunidade da Escola Secundária Abade de Baçal, na Biblioteca da Escola.Numa iniciativa que contou com cerca de uma centena de participantes, o grupo responsável pela elaboração do Outra presença on-line, constituído por Luísa Lopes, Paula Minhoto, Rui Garcia e Sérgio Barros, apresentou à comunidade escolar e aos órgãos de comunicação presentes a nova dimensão do jornal, que representa um grande avanço na medida em “que permite uma maior actualidade, rapidez e eficácia na divulgação e informação dos acontecimentos ligados à escola ou que, sendo exteriores, nela se reflectem”, como referiu a coordenação do projecto.
A sessão foi aberta pela Presidente do Conselho Executivo, Teresa Sá Pires, que deu as boas-vindas  e em seguida Luísa Lopes, coordenadora do Jornal Escolar,  fez uma breve síntese da história do jornal da escola, que iniciou a sua publicação em 1959 com o nome Presença e que chegou até esta versão on-line depois de passar por diversos formatos e alterações de fundo.


A apresentação da versão on-line coube ao seu webdesigner, Rui Garcia, que explicou o formato e funcionamento da página e apontou aspectos que precisavam de ser aperfeiçoados, coadjuvado, na apresentação das diversas secções por Luísa Lopes e Paula Minhoto. Esta versão mantém as secções mais representativas da edição impressa, mas introduz novas vertentes só possíveis com a interactividade que a Internet permite. É o caso da proposta de eleição das 7 maravilhas de Trás-os-Montes, cuja escolha pode ser feita a partir de um grupo de  21, seleccionadas de entre todas as existentes no universo transmontano por Luís Alexandre Rodrigues, docente da escola. Novidade é também o espaço “Ciência à minha medida” que resultará da curiosidade que os alunos manifestarem através de questões que o Departamento de Ciências Humanas e Sociais procurará satisfazer. 
A adesão dos presentes à iniciativa foi boa. Paula Romão, professora de Português e coordenadora da Biblioteca considerou que “a edição on-line se prendia com a especificidade do jornal, isto é, a sua actualidade, pois permite actualizações permanentes, o que não acontecia com a versão impressa. Também permite uma maior flexibilidade na colaboração. Todos podem colaborar como e quando quiserem, tendo assim a possibilidade de se reverem de forma mais clara no jornal da sua escola.”. Já Raquel Sá, professora de Filosofia, considerou que a ideia tinha sido excelente pois podia “aproximar toda a comunidade escolar e tornar-se um espaço de reflexão e debate mais efectivo” o que era de louvar. Dos ex-alunos que não quiseram deixar de assistir ao evento, veio a opinião de Rita Morais que referiu que “face às exigências da informação actual, bem diferentes de as de há una anos, e estando a comunidade escolar em permanente actualização, um jornal escolar tem de responder a essas exigências e a versão digital é a que melhor se adequa a esta nova realidade e aos interesses dos jovens, pois se estes passam tantas horas em frente a um computador, é fácil que dispensem uns minutos para visitar o sítio do jornal da escola, para comentar algo que leiam, para participar.” O representante da Associação de Pais presente, Duarte Lopes, referiu que este novo formato poderia facilitar “a aproximação entre alunos, professores e pais, por permitir um acesso fácil e rápido”. A presidente do Conselho Executivo, Teresa Sá Pires, disse ao Outra Presença que esperava que “esta nova dimensão representasse um maior interesse pelo jornal escolar”, que tinha gostado da página e organização do jornal e que ela seria com certeza continuamente aperfeiçoada, o que esperava que acontecesse “com a ajuda de todos os elementos da escola: alunos, pais e professores.” Um dos alunos ouvidos, Luís Alves,  apontou a versatilidade da página, o seu carácter apelativo e a funcionalidade dos links como elementos que poderiam levar os alunos a visitá.la com frequência e participar nela.
Regulamentos de concursos, resultados, apuramentos nas diversas eliminatórias, programas de actividades serão também agora uma constante nesta nova e versátil versão do jornal escolar.

A edição impressa poderá alterar a periodicidade, mas isso é uma decisão que dependerá da adesão dos alunos ao formato electrónico e da actividade jornalística dos membros da escola, que determinará o número de edições anuais. A maior parte dos presentes questionados a este respeito manifestaram vontade de continuar a tocar o papel do Outra Presença.

Como sempre tem acontecido, a coordenação realçou que “o Outra Presença será aquilo que os membros desta escola quiserem que seja”.

Clube de Jornalismo - Fev 2007

Clube de Jornalismo 2007/2008

 No dia 4 de Maio, o Jornal Outra Presença viu a sua qualidade ser distinguida com um 3º lugar no II Concurso de Jornais escolares organizado pelo Instituto de Línguas e Administração de Vila Nova de Gaia.

Dinamizado pelo Departamento de Comunicação da referida instituição, pretendeu distinguir jornais impressos, blogs e sites de escola e fomentar o interesse pela comunicação.

A equipa do Outra Presença deslocou-se a Gaia no dia 4 para estar presente na cerimónia de entrega de prémios. O director do Curso de Comunicação, responsável pelo concurso, apresentou o júri e felicitou as escolas pela qualidade dos trabalhos apresentados e referiu a dificuldade sentida na seleccção dos três melhores, dada essa qualidade e o elevado número de publicações a concurso.

A coordenadora do jornal escolar começou por agradecer aos promotores da iniciativa pelo facto de valorizarem o que na escola se faz para lá da componente lectiva e que transforma a escola num espaço multifuncional. Apresentou uma breve história do jornal salientando as transformações sofridas recentemente que conduziram ao jornal online. Mostrou as vantagens deste, referindo que o mesmo permite uma maior actualidade, interacção e qualidade. Chamou ao palco alunos representantes da evolução deste jornal: a ex-aluna, Cristiana Afonso, que, tendo concluído o 12º ano no passado ano lectivo, ingressou no curso de jornalismo no Porto, os alunos Guilherme Sá Pires, do 10º ano, Verónica Falcão e Amanda Fernandes, do 7º ano, agradeceu o seu empenho, referindo que é com e para os alunos que um jornal escolar se faz.

E o dia encerrou em círculo com o regresso ao ponto de partida : a Escola Secundária Abade de Baçal, berço e sede do Outra Presença.

 

O dia 30 de Outubro brilhou para o jornal Outra Presença on-line que se viu colocado no 1º lugar do pódio no escalão dos jornais electrónicos, no concurso promovido pelo Público, através do seu projecto de Educação para os média, Público na Escola.Este concurso, promovido anualmente, tem o apoio do Ministério da Educação, Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica, Porto Editora e Centro Português de Design e propôs na edição 2006-2007 um debate em torno da leitura ao lançar como mote “Ler na Escola e no Mundo no século XXI”. 

Mais uma vez a equipa do Outra Presença agarrou o desafio e aliou a ele a criação da versão electrónica do jornal escolar, não abandonando a publicação da versão impressa, da qual saíram dois números no último ano lectivo. E valeu a pena. Não só pelo sucesso que a iniciativa teve na comunidade escolar, como pelo debate interno e actividades que proporcionou em torno da leitura. Agora vê recompensado esse esforço com o reconhecimento público que o lugar obtido neste concurso lhe dá.É a terceira vez que o Público na Escola premeia esta publicação - obteve um 2º lugar na edição de 2002-2003 e uma menção honrosa dois anos depois -, o que mostra que esta equipa não baixa os braços e procura a cada ano produzir um jornal cada vez melhor.

 

Momentos de Glória 

 

Cerimónia de entrega dos prémios, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa

João Anes, 11ºB - Dezembro, 2007A entrega dos prémios do Concurso de Jornais Escolares, promovido pelo Público, decorreu no dia 28, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, num auditório repleto com a representação das 26 escolas vencedoras, sendo os primeiros prémios conquistados pelo …psssst?!, do Agrupamento Vertical de Escolas de Airães; o 100 Letras, da Escola Secundária de Leal da Câmara, Sintra; o Trigal, da Escola Secundária das Taipas; o Outra Presença, da Escola Secundária Abade de Baçal, Bragança; o Des-alinhado, da Escola Secundária Inês de Castro, Vila Nova de Gaia; a Janela Aberta, da Escola E.B. 2,3 de Vila das Aves; e o Nosso Mundo, do Agrupamento Vertical Júlio-Saúl Dias.

A cerimónia, orientada por Eduardo Madureira, director do Público na Escola, encheu o auditório 2 da fundação, e contou com a presença de Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, José Manuel Fernandes, Director do Público, um representante de cada um dos parceiros institucionais deste concurso (Ana Noronha do Projecto Ciência Viva, Vasco Teixeira da Porto Editora, Paula Gris, do Instituto Português do design), o director dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, e Marçal Grilo, representando a administração da Gulbenkian.

As escolas galardoadas subiram ao palco para os merecidos momentos de glória e foi nota dominante o elogio a esta iniciativa do jornal Público, a vontade de fazer mais e melhor e a importância dos jornais escolares no crescimento e qualidade dos estabelecimentos de ensino.

A cerimónia teve início com as palavras do anfitrião, dizendo que era uma honra para a fundação Calouste Gulbenkian ajudar o Público no concurso. José Manuel Fernandes salientou o trabalho dos seus primeiros anos como jornalista, a importância da liberdade e a honra que era para o jornal Público organizar o evento, o director dos serviços prisionais, referiu à importância que o prémio recebido pela escola-prisão tinha, pelo facto de trazer a público que as prisões também têm cultura. A Dr. Paula Gris, no seu discurso, referiu-se à qualidade dos jornais em global, e à dificuldade de escolher, devido à consciência de que as condições das escolas são muito diferentes. Seguiu-se o representante da Porto Editora, que se referiu ao tema do próximo concurso, “Que fazer com as novas tecnologias?”, e elogiou o projecto “escola virtual” que a Porto Editora disponibiliza aos alunos e professores e a Dra. Ana Noronha, do Ciência Viva, que reforçou o orgulho por estar associada ao projecto, salientou a importância da ciência no quotidiano e nas escolas. Já a Dra. Maria de Lurdes Rodrigues optou por se referir à importância dos clubes de jornalismo como forma de viver a cidadania, e, citando “Al Gore”, falou da importância do jornalismo em geral e da ligação deste à razão e à democracia.Esta iniciativa conta já com 17 anos e tem contado com um número crescente de jornais. Este ano, a nossa escola teve a felicidade de voltar com um troféu, um diploma e os bolsos 1 grama (ou 0,001kg, para os físicos da escola que só pensam em unidades SI) mais pesados, com uma “densidade monetária” de 2500€, por ter conquistado o 1º lugar no escalão dos jornais electrónicos. Além deste, existiam outros dois escalões: um destinado a jornais de escolas básicas e jardins-de-infância, e outro a escolas secundárias e/ou profissionais (a nossa escola ganhou, neste escalão, em 2003 um segundo lugar e em 2005 uma menção honrosa). O júri atribui, ainda um prémio pelo melhor design e um outro destinado ao dos melhores jornais premiados do ano anterior.

Foi, por isso, com grande satisfação que uma representação da equipa do Outra Presença se deslocou a Lisboa para participar nea cerimónia de entrega dos prémios.Mas claro, nem só de trabalho foi feita a travessia – afinal de contas, vivemos em Bragança, 500km afastados da capital. Durante as doze horas (viagem de ida e regresso) numa carrinha de 9 lugares, com o gentil patrocínio da Direcção Regional do Norte, houve momentos de (alguma e relativa) “diversão”.

De Bragança saíram, então, Luísa Diz Lopes, coordenadora do clube de Jornalismo, Rui Garcia, o Webdesigner, Teresa Sá Pires, a Presidente do Conselho Executivo, eu, João Anes e o Guilherme Sá Pires, membros “sénior” do clube, e a Verónica, a Joana e a Diana, representado os “júniores” do clube de jornalismo) Depois de efectuado o check in e visitados os quartos (muito do agrado de toda a gente), o destino foi o comercial do Campo Pequeno, para jantar, findo o qual se regressou ao hotel para uma boa (!!) noite de sono. Na manhã seguinte, auxiliados por um dispositivo GPS, fomos a Belém tomar um segundo pequeno almoço, constituído por 2 pastéis de Belém, que preencheram um buraco no estômago que a maioria de nós não sabia que tinha. Nem só de pastéis de Belém vive o homem, por isso visitámos no Mosteiro dos Jerónimos, as tumbas de Vasco da Gama e de Luís de Camões, e no Centro Cultural de Belém, a colecção Berardo.

Avançámos, depois, para a fundação Calouste Gulbenkian (outra vez com grande ajuda do nosso TomTom, o GPS de serviço) onde tomámos o terceiro manjar do dia, na cafetaria da fundação, aumentando o nosso nível de energia (pois receber um prémio implica um imenso gasto energético, embora possa não parecer). E foi com orgulho que subimos ao palco, tocámos o troféu que nos foi entregue pela representante do Ciência Viva e ouvimos a voz do Guilherme, que agradeceu o prémio, felicitou todos os presentes e apontou as linhas que definem o clube de jornalismo e o jornal da escola.

  • 2009

Comemoração dos 50 anos de jornal escolar

Cartaz de divulgação do encontro

O primeiro número do ano letivo viu a sua edição melhorada graficamente, como novo logótipo e um aumento na qualidade da imagem.

Janeiro, 2009

As comemorações contaram com uma edição especial, que incluiu um suplemento, um encontro comemorativo, que contou com diversos convidados, e uma exposição narrativa.

 Número comemorativo (Maio, 2009)

Assinalando o 50º aniversário do jornal da Escola, o Clube de Jornalismo organizou um encontro no dia 30 de Maio, no qual estiveram presentes como oradores Eduardo Madureira, Fernando Calado, Daniel Catalão e José Luís Gonçalves, que foram apresentados por alguns elementos do Clube de Jornalismo. Depois da comunicações os presentes puderam visitar a exposição narrativa “50 anos de jornal escolar” e partilhar um “Porto de Honra”, com acompanhamento musical de três alunos da escola.

Na sala repleta, depois da abertura pela Presidente do Conselho Executivo, Teresa Sá Pires, que salientou a importância deste projecto e a aposta do Conselho Executivo na sua continuidade, recuou-se 50 anos, com a saudação que o fundador do Presença enviou, na qual lamentou a sua forçada ausência, recordou o surgimento do jornal e as limitações que o rodeavam.  «O Presença que estamos evocando não foi, no entanto, devemos abertamente dizê-lo, o Presença que gostaríamos de ter criado: foi o Presença possível na altura, financeira e politicamente falando; o Outra Presença sempre gozou de janelas mais abertas, sempre navegou em águas mais fundas, com as compreensíveis reservas sempre pôde dar-se ao luxo de dizer abertamente o que pensava e o que sentia — se bem que, em abono da verdade, nunca o receio de pisar o risco nos tenha preocupado grandemente porquanto, para além do aspecto pedagógico-literário, a nossa preocupação primeira foi, também sempre, a de formar HOMENS e MULHERES, no estricto cumprimento do velho poeta quinhentista Sá de Miranda quando falou de homens “de um só rosto”, de  homens de “antes quebrar que torcer”». Reforçou a função didáctica e a riqueza de uma página de jornal. Segundo o seu testemunho “a redacção de uma página de jornal prepara mais e melhor para a vida que uma centena de boas lições”.

   F ernando calado, Luísa Lopes e Eduardo Madureira

A actual coordenadora do Jornal, Luísa Diz Lopes, traçou uma breve história do Presença, destacando alguns momentos fulcrais na sua evolução e Fernando Calado, fundador do Outra Presença concluiu a história deste jornal. Lembrou o momento do seu renascimento, a satisfação de reatar um projecto que tanta importância tinha tido na vida da Escola, as dificuldades decorrentes da falta de material essencial à construção da tarefa que tinham abraçado. As palavras seguintes vieram de um ex-aluno, ex-membro do Clube de Jornalismo que reforçou a importância que o jornal teve na sua formação – lembrou artigos polémicos que tiveram eco na opinião pública brigantina - e o facto de o jornal se constituir como uma importante possibilidade de intervenção e participação cívica.

   Daniel Catalão

A mesma opinião manifestou Eduardo Madureira, director pedagógico do Público na Escola, que salientou a necessidade de as escolas se empenharem na construção de jornais escolares pelo contributo que dão no crescimento integral dos jovens. Congratulou a equipa do OP pela capacidade que tem tido de inovar, crescer e tornar o jornal desta Escola uma referência no universo de jornais escolares nacionais. Sublinhou, dirigindo-se ao Presidente da Câmara, que Bragança deve orgulhar-se por ter este jornal no seu distrito.

  

José Luís Gonçalves (ex-membro do Clube de Jornalismo)

Finalmente Daniel Catalão, jornalista da RTP, abordou a profissão de jornalista, vantagens e constrangimentos de quem procura e dá notícias. Lembrou o primeiro contacto com o Outra Presença, quando era membro do Júri do Concurso de Jornais Escolares do ISLA de Gaia e o jornal foi um dos premiados, recordou o seu tempo de estudante na Escola Industrial e Comercial e avisou que o jornalismo é um profissão para abraçar e que nos abraça.

 

 Momento musical(Sara Alves, Miguel Lopes, Pedro Gonçalves)

Os presentes puderam, depois, visitar a exposição narrativa “50 anos de jornal escolar”, na qual podiam observar as primeiras páginas de todos os jornais produzidos na escola, colocadas nos expositores, e os exemplares completos, em portefólios ou originais, colocados nas mesas junto aos expositores. A exposição era aberta pelo primeiro número do Presença, de Maio de 1959 e encerrada pela edição electrónica do Outra Presença online. A tarde encerrou com um Porto de Honram, aberto pela bonita voz de Sara Alves e os acordes de Pedro Gonçalves e Miguel Lopes, que deram uma nota musical a este dia festivo.

  • 2010

Outra Presença marcou

Maio de 2010 (suplemento)

Diana Malhão - 10ºB (Abril de 2010)

A FUTURÁLIA, na FIL, em Lisboa, assistiu no dia 10 de Março à entrega dos prémios do Concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo PÚBLICO, através do projecto Público na Escola, que distinguiu novamente cerca de três dezenas de escolas pela sua edição impressa e online com a entrega dos respectivos prémios, decorrente na FIL, em Lisboa.


Entre as muitas escolas participantes, foram distinguidas trinta e seis a nível nacional, entre elas a Escola Secundária/3 Abade de Baçal, representada pelo Jornal Outra Presença, que se classificou em primeiro lugar em duas categorias distintas: no 3º escalão, destinado à edição do jornal online, cujo prémio foi entregue pelo representante da Porto Editora, Paulo Gonçalves, e no Prémio Ciência Viva, com a reportagem-vídeo subordinada ao tema “Viver Ciência na Escola”. Das trinta e seis distinções, dezasseis  foram menções honrosas e as restantes ocuparam os três primeiros lugares nos diferentes escalões (primeiro, segundo e terceiro) e grupos considerados (prémio ciência viva, design, cartoon/ilustração e melhor dos jornais premiados na edição anterior – 2007/2008)

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 Esta sessão foi moderada por Eduardo Jorge Madureira, director-pedagógico do Público na Escola, e contou com a presença da Ministra da Educação, Isabel Alçada, da representante da Agência Nacional para a Gestão do Programa Juventude em Acção, do director da Porto Editora e ainda de outros membros representantes das diferentes instituições apoiantes deste projecto, como o Ciência Viva.
A entrega dos prémios a todas as escolas classificadas no Concurso Nacional de Jornais Escolares, que tinha como tema “Porque é que a política também é para nós?” fechou portas ao ano lectivo passado e abriu-as ao de 2009/2010, com um novo desafio: “O que é uma República?”. Deste modo, o Público na Escola associa-se às comemorações do centenário da implantação da República em Portugal e sugere que este tema seja alvo de amplo debate nas escolas e nos clubes de jornalismo nelas existentes.

  • 2011

O Salão Medieval da Universidade do Minho, em Braga, encheu-se, no dia 23 de Março com os jovens jornalistas das escolas premiadas no Concurso Nacional de Jornais Escolares, promovido pelo Público, numa sessão presidida pela coordenadora da Rede de Bibliotecas Escolares, Teresa Calçada, em representação da Ministra da Educação; e orientada por Eduardo Jorge Madureira, director pedagógico do Público na Escola. A equipa do Outra Presença compareceu e recebeu a compensação pelo trabalho e esforço que dedica ao jornal: trouxe o primeiro prémio do segundo escalão (jornais impressos do ensino básico e secundário); uma menção honrosa pelo design da capa do suplemento verde; o primeiro prémio ex-aequo pela reportagem-vídeo sobre ciência e a distinção como jornal que melhor tratou o tema da República, no segundo escalão.

   Eduardo Madureira (diretor do projeto Público na Escola)

Com muitas espectativas e ideias deslocou-se até Braga o OP. Quando finalmente às 15h começaram as comemorações no mais antigo salão da Universidade do Minho, medievalmente decorado, o espaço era pequeno para tanta máquina fotográfica, blocos de notas e mentes despertas e curiosas para os problemas da nossa sociedade.

Depois dos vários discursos dos elementos da mesa, carregados de motivação para todos os jornalistas juniores ali presentes, começou a entrega de prémios. Após e durante a entrega, o OP recolheu várias opiniões dos restantes jornais participantes. Ainda que todos satisfeitos com o seu trabalho e respectivos prémios, as razões por que cada um se entregava a este tipo de projecto era bem diferente. Muitos por simples gosto, outros por motivação de terceiros, outros porque vêem no projecto um exercício de cidadania e uma oportunidade de intervenção e outros porque a profissão futura será bastante semelhante. Foi um dia bem passado e bastante enriquecedor para todos.

A realização deste projecto depende da cooperação de todos, aos quais o OP agradece, consciente da sua importância no crescimento deste projecto ao longo de mais de duas décadas de existência. Foram muitos os alunos e professores que a ele dedicaram tempo e fizeram com que ele “fizesse parte da mobília”. Para esta continuidade tem contribuído muito  o jornal Público, nomeadamente pelo seu projecto Público na escola, as professoras responsáveis e os alunos que todas as semanas tentam contar as novidades mais frescas.

 

 Discurso na entrega do prémio pela Reportagem vídeo sobre ciência

"Boa tarde.

Fazer uma reportagem não é tarefa fácil, muito menos quando o tema a tratar é a Ciência e os nossos conhecimentos sobre esta área não são tão vastos quanto desejaríamos.

Primeiro, a preparação: 

- Que tema tratar? Que acontecimento merece ser destacado? Com quem falar? Que imagens captar? 

- Onde procurar a informação? Que questões colocar?

Depois a realização:

A luz vermelha acende, a câmara aponta na nossa direcção e nós, evitando olhar muito para o papel onde rabiscamos as falas, começamos a reportagem vídeo do Outra Presença online. 

Meia dúzia de palavras e uma branca seguida de risos. 

- Corta! Vamos recomeçar. 

Palavras que não saem ou são ditas numa ordem absurda, o colega que não responde ao que pedimos, o nervosismo de termos uma câmara a apontar para nós… Os problemas com a captação de imagens, como escolher o melhor plano? 

- Plano? O que é isso? Então os planos também têm significado?

- Claro! A mensagem que transmites com um grande plano é diferente da que revelas com um plano de conjunto ou com um plano picado…

- As coisas que tu sabes!

Depois a edição e quantas vezes a repetição de gravações:

a imensidão de vídeos que é preciso seleccionar, cortar, misturar. As transições que é preciso introduzir… a escolha de uma música… 

- Esta!

- Não, é muito forte. 

- Esta! Integra-se bem nesta imagem.

- Devia ser um som com qualquer coisa de científico… a reportagem é sobre ciência.

- Um som científico? Isso existe?

E escolhemos: baixa som, sobe som, introduz depoimento, tira intervenção… O contacto com um programa de edição de vídeo quase novo para nós… como trabalhar o áudio e todos os aspectos necessários à realização de uma reportagem.

- Na televisão parece tudo tão fácil!

- Como é que eles fazem tantas reportagens tão rápido?

- Os jornalistas são uns heróis!

Semana após semana vemos o trabalho crescer. Devagar, muito devagar, mas quando termina, colamo-nos ao monitor do computador, rimo-nos com as frases escolhidas, com os gestos não visíveis, mas que sabemos estarem lá. 

- E depois a recta final… colocar online… e disponibilizá-la para tanta gente… 

- Deixa de nos pertencer só a nós… É estranho, não é?

- É, no início até me envergonhava com os comentários dos colegas, professores e familiares. 

Faz-se reportagem.

É bom arriscar.

É bom estar aqui!

Obrigada ao Público por esta oportunidade

Obrigada por acreditar nos jovens

Obrigada por incentivar a prática do jornalismo na escola e por proporcionar momentos de encontro como este"

Adriana Pires

Joana Teixeira

Mariana Lopes

Outra Presença

 

    

Diana Malhão (discurso na entrega dosegundo prémio pela edição impressa)

Boa tarde.

É com grande felicidade que subimos a este palco. Este era o prémio mais desejado. O Jornal Outra Presença, versão escrita, partilha, na Escola Secundária Abade de Baçal, a sua missão jornalística com o Outra Presença online. É o mais velho de dois irmãos e nunca tinha ficado em primeiro lugar ao contrário do online. 

Por isso subir ao palco é uma homenagem a todos quantos ao longo dos anos têm dado vida a este projecto. Sentimo-nos particularmente felizes por participar na sua construção. Como nós, muitos alunos têm mostrado ser jovens atentos, preocupados com o mundo e com o seu conhecimento integral. Não baixamos os braços. Sabemos que a determinação, o esforço e o trabalho são essenciais na construção de um Portugal melhor e os jornais escolares são um meio privilegiado de exercício de cidadania. Por isso mantemo-nos atentos àquilo que pode ser melhorado, ao desafio que mantém a chama deste projecto acesa.

Um jornal escolar é um projecto com rostos, construído a partir de múltiplas identidades e percepções. Jovens que, como muitos por todo o país, dedicam parte do seu tempo livre à escola, e, ao mesmo tempo, que tornam visível o estabelecimento de ensino, investem no seu crescimento enquanto cidadãos. Alguns estão aqui, outros não, mas o seu contributo está gravado nas centenas de páginas que constituem o arquivo deste jornal e, esses jovens, hoje adultos, continuam a congratular-se com o seu sucesso. Por isso agradecemos publicamente a sua disponibilidade e entrega. 

Com eles estão professores e a eles se deve também o sucesso deste projecto. Por isso agradecemos também aos que integram e fazem do clube de jornalismo uma laboratório de imprensa e a todos quantos divulgam o projecto nas suas aulas, incentivam os alunos a participar e respeitar o trabalho dos outros e dão o seu próprio contributo na construção de cada uma das edições do Outra Presença e de todos os jornais aqui presentes.

Agradecemos também à direcção da escola, aqui representada pela sua directora, que sempre tem apoiado este projecto e assegurado a sua continuidade.

 Projectos como este desenvolvem as nossas competências linguísticas a nível oral e escrito, ajudam-nos a observar o mundo que nos rodeia e a retirar dele informação, dinamizam a nossa relação com as novas tecnologias e ajudam-nos a ser cidadãos mais informados, capazes, por isso, de exercer essa cidadania com dignidade. 

Estes projectos poderão ajudar a criar uma sociedade melhor. Por isso não podemos deixar de agradecer ao Jornal Público por incentivar a construção de jornais escolares. Não podemos deixar de salientar o enorme contributo do Eduardo Madureira, que acarinha e ajuda estes grupos de pequenos jornalistas a crescer. Muito obrigada também a todos os parceiros do público neste projecto porque contribuem para a manutenção deste concurso.

Acredito firmemente que com o vosso contributo o mundo de amanhã será com certeza melhor. Que os jovens de amanhã serão mais cultos, mais empenhados, exigentes consigo e com os outros."

 

A reportagem vídeo deste evento pode ser vista no site do jornal (www.outrapresenca.com) e na página do facebook do Outra Presença

Prémio atribuído pelo suplemento dedicado à comemoração do centenário da República

  • 2012

Participação numa sessão da Euroscola em Estrasburgo (prémio ao melhor jornal impresso da edição de 2011)

         Intervenção da aluna Ana João Guerra

Bragança – Estrasburgo – Paris

A viagem  

por Joana Teixeira

 Desde pequenos que nos foi dito que nada se obtém sem esforço, mas que tudo se pode obter através dele. Este foi sempre um dos princípios por que o Outra Presença, o nosso jornal escolar, se guiou e não duvidamos que foi o nosso esforço que nos tornou num dos melhores jornais escolares de todo o país. O Público nas escolas reconheceu o valor e o mérito do nosso trabalho, assim como o esforço necessário para o realizar e premiou os membros do clube de jornalismo com a participação na sessão da fase final do Euroscola que decorreu no Parlamento Europeu em Estrasburgo. Sendo esta uma cidade francesa, a deslocação até lá iria demorar bastantes horas nas quais passaríamos por inúmeras cidades francesas que não poderíamos deixar de visitar. Desta forma, a viagem foi organizada de forma a, para além da visita ao parlamento europeu, passarmos por outros locais marcantes de França.

 Partimos de Bragança no dia dezasseis de Fevereiro rumo a Estrasburgo. A viagem, de cerca de 20 horas, faria com que chegássemos à primeira cidade da nossa viagem na manhã do dia dezassete e ainda pudéssemos, antes de ir para o hotel, conhecer e visitar os locais mais emblemáticos da mesma. No entanto, algumas avarias no autocarro que nos transportava obrigaram-nos a pernoitar no mesmo e na auto-estrada. Sem nunca perder o bom humor e o entusiasmo, conseguimos que as longas horas de espera se tornassem mais curtas. Na manhã seguinte, fomos encaminhados, pela proteção civil local, após diversos contactos dos nossos motoristas, para um lar de idosos numa pequena aldeia perto do local onde nos encontrávamos. Aqui, fomos recebidos por todos com um sorriso e, após uma refeição quente e um pequeno passeio pelo local, pudemos prosseguir a viagem num novo autocarro. O imprevisto fez com que perdêssemos muitas horas pelo que chegamos a Estrasburgo apenas à meia-noite do dia dezassete, ficando assim impossibilitada a nossa visita à cidade e sendo necessária a ida imediata para o hotel onde todos nos rendemos às nossas camas e disfrutamos do merecido descanso.

   

Luísa Lopes e Paula Minoto (Clube de Jornalismo) e Teresa Pires (diretora da escola)

 O dia dezoito acordou-nos cedo e, após um pequeno-almoço delicioso, partimos para o Parlamento Europeu onde nos esperava uma sessão do Euroscola e centenas de jovens. Momentos após a entrada no edifício, já nós começávamos as primeiras conversas com colegas de outros países, partilhando pequenos aspetos culturais e falando de assuntos da atualidade. Foi com orgulho que nos sentámos nas cadeiras do hemiciclo e nos sentimos como verdadeiros deputados. Aqui, os diferentes membros da organização deram-nos as boas-vindas e falaram-nos das atividades que tinham preparado para nós e para os nossos professores. A existência de diversos grupos de trabalho levou o nosso grande grupo a dividir-se, que, com ânimo, foi dando ideias e propondo medidas relativamente ao que achavam ser o melhor para a União Europeia, dentro do seu tema. A hora de almoço permitiu-nos participar no Eurogame, um jogo com equipas de quatro elementos que tinham obrigatoriamente de ser de nacionalidades diferentes. Após o almoço, regressámos ao hemiciclo onde o porta-voz de cada grupo de trabalho apresentou as suas medidas e os restantes participantes puderam aprová-las ou rejeitá-las. Nesta fase, apenas as medidas de um dos grupos de trabalho foram reprovadas pelos «deputados». Ocorreu, ainda, a fase final do Eurogame e foi com orgulho que vimos três colegas da nossa escola entre os grupos finalistas. Por último, a organização agradeceu a nossa participação e despediu-se. Saímos do Parlamento orgulhosos do nosso trabalho e de termos conseguido ser, por um dia, deputados.

A viagem entre Estrasburgo e Paris decorreu de forma tranquila e chegámos ao hotel mais cedo do que na noite anterior o que nos permitiu desfrutar da companhia uns dos outros em pequenos convívios. Ansiosos pela visita à cidade que nos esperava no dia seguinte, acabámos por adormecer.

 A manhã de sábado apresentou-se fria e chuvosa, o que nos fez recear a nossa visita à cidade, contudo as nuvens ameaçadoras que o céu apresentava não passaram disso e brindaram-nos com um dia sem chuva. Apesar do frio que se fazia sentir pelas ruas de Paris, foi com entusiasmo que vimos a Torre Eiffel, plano de fundo preferido das típicas fotografias, que passámos pelo Arco do Triunfo e que passeamos pelas ruas da cidade ao encontro do Louvre. Mal entrámos neste conceituado museu, percebemos que iria ser impossível observar todas as obras, no entanto, tentámos ver as principais obras de arte lá expostas, como foi o caso da Mona Lisa, a aclamada obra de Leonardo Da Vinci e da escultura da Grécia Antiga Vénus de Milo.

  No fim da visita, já todos esfomeados, dirigimo-nos ao centro comercial mais próximo onde usufruímos de uma refeição quente e de alguns momentos livres em que pudemos passear e aproveitar para fazer algumas pequenas compras. Saímos do centro comercial e conseguimos visitar mais alguns monumentos históricos antes de, através da linha de metropolitano, nos dirigirmos à Praça dos pintores, uma das partes mais antigas e históricas da cidade, onde fomos brindados com o trabalho de vários artistas. Ao fim do dia, descemos, desta vez a pé, as ruas estreitas reparando em cada pormenor escondido e rapidamente chegàmos ao Moulin Rouge, o tradicional cabaret, ponto de passagem obrigatório.                Regressámos ao hotel depois de jantar e rapidamente recolhemos aos nossos quartos, já que, no dia seguinte, nos esperava a tão aguardada ida à Disneyland de Paris. Levantámo-nos cedo naquele que iria ser o último dia da nossa viagem e conseguimos ser dos primeiros a entrar no parque de diversões. O dia passou a correr e não parámos entre montanhas russas e as nossas personagens de fantasia preferidas. Passava já das dez da noite quando deixamos para trás Paris.

A viagem de regresso correu bem, mais calmos, aproveitando para descansar e relembrar os momentos mais importantes desta nossa viagem. Não faltaram gargalhadas, jogos e cantorias e foi com um sorriso na cara que chegámos a Bragança onde os nossos pais e amigos esperavam ansiosos por conhecer cada pormenor da nossa viagem. 

 

 

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