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Espanha vive atualmente uma das mais graves crises políticas, se não a mais grave, na história da sua curta e recente democracia: a possível independência da Catalunha. E este impasse tem origem num dos mais antigos problemas filosóficos: “Onde reside de facto o poder?”

Numa altura em que voltam os relatos de praxes abusivas, trago-vos o meu testemunho como participante destas “atividades lúdicas e recreativas”.
Entrei numa faculdade onde não conhecia ninguém. Nenhum amigo me acompanhou, apenas uma rapariga que conheci no dia das matrículas e que viria a ficar na minha turma e um veterano que me ajudou no referido processo e se tornou no meu padrinho académico. Hoje conheço muitas mais pessoas e fiz imensos amigos, entre caloiros, graúdos e veteranos. O que facilitou esta adaptação? Sem dúvida alguma, a praxe (mas não só)! E não, quando falo em praxe não falo de agressões morais e psicológicas, não falo de atividades de risco, não falo de ceitas e muito menos de obrigação. Falo de jogos, brincadeiras, convívios, ações de solidariedade e muita, mas muita mesmo, diversão.

Ao longo dos anos, muitas barreiras têm sido derrubadas. Porém, outras perpetuam-se ao longo dos séculos. Para melhor se compreender o problema será importante definir o momento em que se ergueram estes limites e as razões da sua existência. É no aparecimento da raça humana que se encontra a génese deste problema.
Assim sendo, à semelhança do que acontece noutras áreas, o homem tornou-se o ser superior, o ideal da raça, dadas as suas características peculiares (a força, o garante da segurança e o respeito).

 

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