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No dia 8 de Novembro, Pedro Abrunhosa fez o público presente no Teatro Municipal de Bragança vibrar durante cerca de 3 mágicas horas. Incansável, depois de uma sessão de autógrafos, recebeu no seu camarim o grupo do Outra Presença.

Porquê o nome Ana Bola?
Ana Bola - Porque eu era muito redonda, ainda sou, mas, quando era pequenina, notava-se mais. Então puseram-me essa alcunha na escola (risos).

Nesta peça existe uma “Peça dentro da Peça”. Que situações retrata e espelham a realidade do teatro?
Ana Bola - Isto é uma caricatura daquilo que se passa nos ensaios das peças de teatro, mas não é uma caricatura assim tão longe da realidade, porque de facto há actores que se detestam e insultam. Há também actores que vão para os teatros ou televisão porque são filhos do produtor ou sobrinhos do administrador. Portanto, isto parece mais ficção do que aquilo que é, pois às vezes as coisas não são assim tão diferentes.

Vítor de Sousa - é muito difícil encontrar uma companhia com tão maus actores (risos).

Ana Bola - Mas há cada companhia de “canastrões”.

Helena Genésio, nascida em Bragança há 53 anos, foi professora no Instituto Politécnico de Bragança, onde leccionou as disciplinas de Literatura Portuguesa, Literatura para a Infância e Juventude, Literatura Dramática, Literaturas e Culturas Africanas de Expressão Portuguesa. Fundou o Teatro de Estudantes de Bragança, que presenteou os brigantinos, entre os anos de 1990 e 2008 com diversas peças entre as quais se destacam: Três farsas medievais, anónimo francês (1992); Antes de Começar, de Almada Negreiros (1995); Antes que a Noite Venha, de Eduarda Dionísio (1998); Fragmentos…Humor em Quotidiano Negro, a partir de textos de Herberto Hélder (1999); Amor Portátil, a partir de textos de Pedro Paixão (2000); Além as estrelas são a nossa casa, a partir do texto homónimo de Abel Neves (2001); Inês de Castro, a partir do texto de John Clifford (2002); Mariana - A Escrita da Voz, a partir de Cartas Portuguesas atribuídas a Mariana Alcoforado (2003); O Armazém, texto de Vânia Cosme (2007) e Estórias Abensonhadas, a partir de textos de Mia Couto (2008). Participou, ainda, em festivais de teatro académico nacionais : 25 de Maio de 2007, IMPUT (1º festival de Teatro Universitário do Porto – Teatro Latino); 27 de Maio de 2007, FATAL (festival de teatro académico de Lisboa - Teatro da Politécnica).
Em 2004 abraçou um outro projecto, o de directora do Teatro Municipal de Bragança, que veio oferecer à capital de distrito novas opções culturais.

 

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