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Espanha vive atualmente uma das mais graves crises políticas, se não a mais grave, na história da sua curta e recente democracia: a possível independência da Catalunha. E este impasse tem origem num dos mais antigos problemas filosóficos: “Onde reside de facto o poder?”

Numa altura em que voltam os relatos de praxes abusivas, trago-vos o meu testemunho como participante destas “atividades lúdicas e recreativas”.
Entrei numa faculdade onde não conhecia ninguém. Nenhum amigo me acompanhou, apenas uma rapariga que conheci no dia das matrículas e que viria a ficar na minha turma e um veterano que me ajudou no referido processo e se tornou no meu padrinho académico. Hoje conheço muitas mais pessoas e fiz imensos amigos, entre caloiros, graúdos e veteranos. O que facilitou esta adaptação? Sem dúvida alguma, a praxe (mas não só)! E não, quando falo em praxe não falo de agressões morais e psicológicas, não falo de atividades de risco, não falo de ceitas e muito menos de obrigação. Falo de jogos, brincadeiras, convívios, ações de solidariedade e muita, mas muita mesmo, diversão.

Acredito que o que nos vale e o que fica no fim de tudo são as palavras. E, por isso, usá-las a favor da verdade é o que entendo como fundamento básico da liberdade de expressão. A frase que cito é do escritor colombiano Héctor Abad Faciolince, no livro “Somos o Esquecimento que Seremos” que é, em si mesmo, uma aula sobre o valor, o uso e o sentido mais profundo da liberdade de expressão. Pediram-me para escrever sobre ela, a liberdade de expressão, e eu, confesso, 26 anos feitos, confronto-me agora com a dificuldade de encontrar palavras para vos falar sobre um tema que trago afincadamente no coração, desde que decidi estudar jornalismo. A dificuldade de parar, de facto, para pensar no choque diário de notícias, histórias, palavras que comprometem permanentemente este princípio nobre e transformador, em Portugal e no resto do mundo. A verdade é que devemos à liberdade de expressão, ou à falta dela, muitas das pequenas e grandes revoluções dos últimos anos. Se somos, ainda, abril é porque ousámos lutar com e por ela. Estaremos dispostos a mantê-la?

Nervosismo? Ignorância? Sentido de humor? Irreverência? O que está na origem dos variadíssimos disparates que os alunos escrevem em situações de avaliação? Se por um lado o que dizem choca por espelhar uma ausência de conhecimento inadmissível na sua idade e situação, por outro contribuem para momentos de boa disposição. Recolhemos alguns desses disparates na internet e junto de professores da escola e não resistimos a partilhá-los convosco. Aqui ficam, então. Boas gargalhadas.

Portugal tem sido, ao longo dos anos, palco de imensos humoristas com talento. São várias as gerações que ganharam nome ao longo da História, sendo o 25 de Abril de 1974 data para algumas mudanças.

 

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